

Nihon no bunka
Nihon no bunka
Arquivo para categoria 'Cultura'
Sakura
Autor: Yulli
Bom, ano passado não deu tempo de escrever sobre sakuras, pois elas floresceram antes da criação do blog, mas este ano floresceram segunda-feira ( 21/03) em Tókyo – 6 dias antes do esperado . Porém as famílias japonesas cancelaram as comemorações devido a fatalidade que está acontecendo e já que não tenho postado ultimamente trouxe um pouco desta cultura e tradição de admirar as sakuras, chamada de ohanami.
Japão é um país privilegiado. Sua posição geográfica dá origem a estações do ano bem definidas. Primavera, verão, outono e inverno tem cada uma, características próprias. Os japoneses sabem valorizar isso como ninguém. Sensíveis por natureza, muitos dos costumes e tradições, demonstram o respeito que têm pela Natureza. Isso fica evidente em muitos aspectos, desde a culinária, o estilo religioso à filosofia zen. Apreciar as flores – ou Ohanami, como se diz em japonês – é uma dessas tradições conservadas até hoje. Isso não significa que outros países não promovam eventos semelhantes. Mas nenhum povo o faz como os japoneses.
Existe todo um esquema que envolve o hanami, que inclui desde piqueniques a atrações diversas, sob as cerejeiras em flor. Os eventos são realizados em parques, templos, beiras de rios e até mesmo nas ruas. Em locais concorridos, é comum ver as pessoas guardando lugares sob as árvores desde a manhã, para amigos, familiares ou colegas da empresa.
Ohanami
O costume do hanami vem de muito tempo atrás. Durante a era Heian (794 – 1185) a festividade era reservada à aristocracia, que se reunia para
escrever poemas e cantar sob as cerejeiras. Elas foram e ainda são tema de canções e danças japonesas. A popularização aconteceu somente durante a era Edo (1688 – 1704) e, desde então, tornou-se uma tradição para a maioria dos japoneses. Nessa época, as pessoas reuniam-se sob as cerejeiras para comer, beber e dançar.
Os japoneses gostam muito das flores de cerejeira porque sua forma e cor refletem as noções ideais de pureza e simplicidade das pessoas. Outro aspecto da flor da cerejeira é a fragilidade. As flores de vida curta desabrocham em um dia e pouco tempo depois se dispersam ao vento. A existência da flor do sakura (cerejeira) foi comparada com o Bushido – o Caminho do Samurai, segundo cita em seu livro, o escritor Inazo Nitobe, em referência ao período das guerras, quando a morte espreitava a qualquer momento. A vida do samurai era tão efêmera como a flor da cerejeira.
[http://www.cozinhajaponesa.com.br/v04/artigosjaponeses_d.asp?s=2&c=343]
Gomen tê-los deixados, mas a minha rotina está bem corrida e a falta da internet ainda agrava o problema, por isso também não tive tempo de escrever sobre as sakuras como gostaria . Queria poder falar um pouco sobre o que está acontecendo no Japão, mas infelismente não tenho como fazer isso por falta de tempo :/, mas mesmo assim espero que todos torçam por mim.
Jya mina san…
Ler comentários (1)Bunka no Hi – Dia da Cultura
Autor: Yulli
Hey pessoal, é Dia da Cultura no Japão \õ/
O Dia da Cultura (BUNKA NO HI) é um feriado nacional que acontece anualmente no dia 3 de novembro. Ele almeja promover a cultura, as artes e o empenho acadêmico. Geralmente as festividades incluem exibições artísticas, desfiles e cerimônias para presentear artistas e estudiosos famosos.

História
Ele foi comemorado pela primeira vez em 1948, para comemorar a nova constituição criada após a guerra (3 de novembro de 1946).
O dia 3 de novembro foi comemorado pela primeira vez como feriado nacional em 1868, quando era chamado de TENCHOU SETSU – comemorava a aniversário do imperador da época (o imperador MEIJI). Com a sua morte em 1912, o dia 3 de novembro deixou de ser feriado até 1927. Neste ano, o feriado voltou a existir como MEIJI SETSU – uma comemoração ao antigo imperador MEIJI – mas deixou de existir quando, em 1948, foi criado o BUNKA NO HI.
Prática atual
Como o dia é marcado para promover as artes e o esforço acadêmico, governos locais geralmente escolhem este dia para fazer festivais culturais, exibições artísticas e desfiles. Por exemplo, na cidade de HAKONE existe um desfile para exibir roupas e costumes do período EDO (1603~1868) – chama-se HAKONE DAIMYOU GYOURETSU (Desfile dos Senhores Feudais de HAKONE). Além disso, é comum universidades apresentarem novas pesquisas e projetos no Dia da Cultura.

Desde 1937, a cerimônia de premiação da Ordem da Cultura acontece neste dia. A Ordem da Cultura é uma ordem japonesa criada para premiar pessoas por suas contribuições à arte, literatura ou cultura japonesa. É uma das maiores honras concedidas pela família imperial japonesa, uma vez que as pessoas recebem as premiações diretamente do imperador. As premiações não se restringem a cidadãos japoneses, e os astronautas da Apollo 1 já foram premiados por voltarem com sucesso da Lua.
Uma curiosidade: o Dia da Cultura é, estatisticamente falando, um dos dias com melhor tempo do ano. De 1965 a 1996, houve apenas 3 anos em que choveu em Tóquio nesse dia.
[Post Original: http://sitedejapones.blogspot.com/2010/11/eventos-japoneses-bunka-no-hi.html]
Beijos Beijos <3
Japão, um país estranho…
Autor: Yulli
Olá mina-san, quanto tempo não?
Gomen pelo sumiço, mas como vocês sabem minha vida está muito #tensa. hehe
Estou postando hoje porque vi um vídeo muito interessante, com algumas curiosidades sobre o Japão e alguns problemas também.
Curiosidades sobre o Japão que você não sabia.
Segundo o criador, a intenção era mostrar para os japoneses que nem tudo que está acontecendo com o Japão é normal.
Apesar de tudo, eu ainda acho o Japão um país foda.!
Bom mina san, é só isso por hoje. Voltarei com tudo assim que acabarem as provas de vestibular e outras. Beijos e até mais.! <3
Ninjas
Autor: Yulli
Konnichiwa mina-san …
Muitos costumam fazer uma imagem errada sobre os ninjas, muito errada por sinal õ.o
Graças à mídia, pensam que ninjas tem poderes sobrenaturais, se transformam, multiplicam e etc…Mas não é bem assim, na verdade não é nada assim… e é sobre isso que vou postar hoje.
Shinobi (忍び ou しのび), também conhecidos como Ninja (忍者 ou ニンジャ) era uma organização secreta marcial que habitava as províncias de Iga e Kōga, no Japão. Eram conhecidos por suas habilidades de infiltração, no Japão feudal do século XIV. Forneciam serviços em troca de pagamento, e seus trabalhos envolviam espionagem, assassinato, sabotagem, dentre outros. Eram isolados e viviam uma espécie de contracultura da época, pois os locais onde habitavam eram de difícil acesso, tornando-se reduto de chineses e coreanos refugiados das guerras, bem como de antigos clãs samurais. Isto proporcionou a estas famílias ninjas gerarem uma cultura extremamente sincrética. Ninjas eram mais eficientes em infiltrações (armadilhas, armas ocultas, inteligência) do que no combate em campo aberto, ao contrário da crença popular.
História e técnicas
As espadas ninja, conhecidas por Ninja to, eram devidamente adaptadas às suas técnicas. A Ninja to possuía a lâmina reta e menor do que uma Katana (espada samurai), permitindo um uso mais junto ao corpo, um ocultamento e transporte mais fáceis. Pórem nem sempre era comum a utilização somente desse tipo de equipamento, sendo a shinobigatana uma arma também muito popular na época.
Além das espadas, os ninjas utilizavam também vários outros equipamentos e armas, que eram importantes recursos em suas missões. A Kawanaga, ou gancho de agarre, era muito utilizada para ultrapassar muros e similares. Algumas escolas usavam bombas de fumaça Kemuridama para facilitar suas fugas.
Shakens (ou shurikens), as conhecidas “estrelas ninja”, também eram utilizadas amplamente. O Shinobi Shozoku, ou uniforme ninja,
tinha por função camuflar o ninja no ambiente, de modo a facilitar a sua “invisibilidade”. O uniforme ninja não era totalmente preto como muitas pessoas pensam, pois o preto se destaca mesmo sendo noite, os tons mais comuns eram azul marinho, marrom escuro, e outras tonalidades escuras, pois os ninjas costumavam trabalhar a noite.( Portanto, ninjas de roupas laranjas, a não ser que estivessem camuflados, não existem.)
Os ninjas também usavam disfarces de camponeses, pescadores, etc. Tudo para facilitar o trabalho como espião.
Também havia mulheres ninja, denominadas Kunoichi. Entre outras vantagens características, as mulheres ninja usavam a sedução (kisha) como arma, pois além de seu treinamento de combate junto com seus companheiros do sexo masculino, também recebiam treinamento na arte da sedução, na arte de elaboração e aplicação de venenos e usavam o Tessen (leque) com lâminas de metal, assim como as das espadas. Atuavam combatendo ou seduzindo homens de alto poder político; com a sedução elas conseguiam maior facilidade em obter as informações de que precisavam.
Os ninjas geralmente buscavam defender suas terras e sua família dos interesses feudais latifundiários. No entanto, alguns clãs shinobi trabalhavam como mercenários e algumas alianças com senhores feudais ocorriam, conforme os interesses políticos do momento.
Entre as inúmeras técnicas do Ninjutsu, estão: a arte da invisibilidade, luta desarmada e armada (envolvendo o manejo de espada, bastão, lança, armas com correntes e outras mais exóticas), pressão de pontos vitais (o que podia levar o adversário a dores insuportáveis ou até mesmo à morte), técnicas de fuga, métodos de caminhar silenciosamente, escalada de obstáculos, luta dentro d’água, envenenamento, hipnose, treinamento de flexibilidade das juntas (o que facilitava fugas de amarras) e, finalmente, a arte dos disfarces, que envolvia também técnicas de dramatização, o que possibilitava o ninja se passar por outras pessoas.
Apesar da tradição de 3000 anos, as primeiras aparições ninja vão ocorrer, no Japão, a partir do século VI até a Era Meiji, no século XIX, a utilização desses agentes como espiões foi aos poucos diminuindo e adentrando, novamente nas brumas da história, para renascerem mais tarde, como, durante a Guerra Russo-Nipônica em 1905 e no período que marca a Segunda Grande Guerra (1939-1945).
Fato é que os ninjas, com a Restauração Meiji, foram integrados às forças policiais e militares do Japão e isso ocorre até hoje, não só no Japão, mas no mundo todo. Com isso, o Ninjutsu já é uma arte marcial espalhada pelo planeta e utilizado em larga escala pelos organismos estatais que necessitam do silêncio e da eficiência em suas operações.
A figura do Ninja foi introduzida em filmes e revistas no inicio do século XX, nos EUA e Europa. Junto a isso veio toda sorte de mitos e fantasias que cercam esses guerreiros, que são retratados com poderes sobrenaturais. Alguns mitos recorrentes dizem a respeito das armas, em especial o shuriken que são atiradas contra os inimigos, quando na verdade eram presas na roupa para evitar a imobilização por agarramento. A capacidade de dar pulos altos com cambalhotas também é fantasiosa, visto que o Ninja não era um acrobata e sim um guerreiro do silêncio.
Outro mito introduzido é de que Ninjas são heróis e honrados. Isso se deve porque os primeiros exemplares de revistas em quadrinhos lançados nos EUA contavam historias de ninjas que tiveram suas familias devastadas e resolvem se vingar e proteger pessoas. Isso se tornou um clichê no cinema e nos jogos eletrônicos.
Hoje, o universo ninja é tema constante na indústria do entretenimento japonês, sendo explorado nos jogos, mangás e animes.
As alterações históricas quanto aos ninjas: A palavra ninja é uma criação meramente “Holywoodiana” assim como suas espadas retas e curtas, pois o verdadeiro nome daqueles que prestavam o serviço de espionagem era “Oniwa” já quanto as espadas, as utilizadas eram as katanas mesmo, algumas com alterações estruturais, tais como tamanho e espessura da lâmina.Note que no museu nacional de katanas no Japão não existe nenhuma espada antiga conhecida como ninja-to catalogada ou em esposição. [wikipédia]
É isso pessoal, espero que abram suas mentes e entendam que ninjas não são seres com poderes sobrenaturais como muitos pensam por ai.. xD
Espero também que tenham gostado, kisu kisu e até o próximo post.
Ja ne !
Natsuyasumi – Férias de verão
Autor: Yulli
Konbanwa mina-san!
Esta semana, mais especificamente dia 24, se iniciam as férias de verão dos japoneses (se eu não estiver muito errada), apesar do título, não é bem sobre isso que vou falar hoje, e sim sobre alguns costumes dos Japoneses nesta época.
Assim como nós costumamos soltar fogos de artifícios na virada do ano, os japoneses celebram o verão com fogos de artifícios, o hanabi. Durante essa época é comum encontrar em lojas de departamento kits de fogos.

É no verão também que acontecem os Natsu Matsuri, literalmente Festival de
Verão, entre os fins de semanas de Julho e Agosto.
Os Natsu maturi são aqueles festivais cheios de fogos de artifícios que sempre vemos em animes, em que é comum ver as personagens vestidas com o Yukata. Yukata é a vestimenta japonesa típica de verão, é uma forma casual
do kimono.
Os Natsu matsuri podem durar mais de um dia, ontem eu estava lendo sobre matsuri, e descobri um em que os japoneses desfilam carregando um enorme pênis rosa… (tenso), se chama Festival Kanamara ou Kanamara Matsuri . o.o
Um festival bem conhecido é o Tanabata Matsuri, e este tem até uma versão em São Paulo, chamado ‘ Festival das Estrelas’, por traz deste matsuri existe uma lenda, uma história de amor;
Há muito tempo, de acordo com uma antiga lenda, morava próximo da Via-Láctea uma linda princesa chamada Orihime (織姫) a “Princesa Tecelã”.
Certo dia Tentei (天帝) o “Senhor Celestial”, pai da moça, apresentou-lhe um jovem e belo rapaz, Kengyu (牽牛) o “Pastor do Gado” (também nomeado Hikoboshi), acreditando que este fosse o par ideal para ela.
Os dois se apaixonaram fulminantemente. A partir de então, a vida de ambos girava apenas em torno do belo romance, deixando de lado suas tarefas e obrigações diárias.
Indignado com a falta de responsabilidade do jovem casal, o pai de Orihime decidiu separar os dois, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea.
A separação trouxe muito sofrimento e tristeza para Orihime. Sentindo o pesar de sua filha, seu pai resolveu permitir que o jovem casal se encontrasse, porém somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem sua ordem de atender todos os pedidos vindos da Terra nesta data.
Na mitologia japonesa, este casal é representada por estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (Orihime) e Altair (Kengyu).
(Fonte: Wikipédia)
Ae mina-san, essa é a época de apreciar os hanabi, ir aos natsu maturi \õ .. Mas isso no Japão.
Aqui nos contentamos com o dormir até mais tarde, assistir os jogos da copa e sair com o namorado : 3..
Kisu Kisu e até o próximo post!
Estrutura tradicional de uma refeição japonesa
Autor: admin
Konnichiwa mina san! Ogenki desuka ? (Boa tarde pessoal, tudo bem com vocês?)
Que saudades em! ;x, pois é.. gomen o sumiço, mas como já tinha avisado, semana passada foi semana de prova então ficou difícil postar algo aqui… mas vejam só, acho que tirei 10 em todas as provas. kk’.
Bom mina san, amanhã no curso de Nihongo eu vou ter aula de culinária *-*, vamos fazer kareeraisu, arroz com curry em português. Apesar de não ser um prato originalmente japonês, é muito popular no Japão, principalmente em dias frios.
Pois é, a refeição dos japoneses vai além do sushi e sashimi, e é sobre isso que vou postar aqui hoje.
Estrutura tradicional de uma refeição japonesa.

A refeição para os japoneses é constituída de duas categorias: Shushoku (主食) – prato principal e Fukushoku (副食) – acompanhamentos, que também são denominados okazu (おかず).
O ator principal da mesa de refeição é o arroz – gohan (ご飯), rico em carboidrato e proteína de origem vegetal. Okazu são pratos de verduras, peixes e outros, temperados com shoyu ou misso que são condimentos à base de soja fermentada. O okazu tem o papel coadjuvante de estimular o apetite para facilitar a ingestão de arroz. Assim, considera-se uma refeição padrão aquela em que gohan e okazu são servidas ao mesmo tempo.
A estética da culinária japonesa é baseada na filosofia que prega que “o ideal da cozinha é não cozinhar”, assim busca-se servir os alimentos em um estado próximo ao natural, sem deixar aparentes na superfície as técnicas artificiais. Com isso, descartam-se os pratos cujas cores e formas dos ingredientes se tornam irreconhecíveis por estarem cobertos de molho e faz-se o arranjo dos pratos de modo a valorizar suas formas e cores naturais.
Na maneira tradicional de servir a refeição, preza-se a estrutura assimétrica e cada um tem a sua mesa de refeição individual – hakozen (箱膳). Assim os pratos são servidos individualmente e cada acompanhamento servido em vasilhas separadas. Isto possibilitou o desenvolvimento de vasilhas de cerâmica ou laqueadas de tamanho pequeno e de formas variadas. Como muitas vasilhas tinham desenhos, desenvolveu-se também a técnica de arranjar a comida de forma a harmonizá-la com esse tipo de recipiente.
Post Original : http://www.nipocultura.com.br/?p=190
Amanhã vou tentar tirar fotos do kareeraisu, e posto aqui pra vocês na quinta/sexta-feira, junto com a receita, então aguardem…
Kisu mina san, ja ne ! Até o próximo post.
Enguimonō (Amuletos)
Autor: Yulli
Como vocês já sabem, os japoneses são muito supersticiosos. Deu pra perceber no post de superstições. Lá deixei prometido um post sobre os amuletos (enguimonō), e é isso que trago a vocês hoje.
Maneki neko
Muitos já devem ter visto um maneki neko, eles são comuns em estabelecimentos comerciais japoneses. Esta figura é vista no Japão como um símbolo de boa sorte.
Acredita-se que o Maneki neko com a pata esquerda levantada pode trazer visita ou freguesia, e o maneki neko com a pata direita levantada pode trazer dinheiro.
Daruma
O daruma é visto como símbolo de boa sorte, perceverança e esforço contínuo. Pois por ter sempre uma forma meio arredondada, por mais que você o derrube, ele sempre volta para a posição vertical, nunca cai. Ele representa o monge indiano Bodhidharma, fundador do zen-budismo na China, que perdeu as suas pernas após muitos anos de meditação em cima de uma pedra.
Existe uma lenda também de que o Daruma realiza desejos, para isso você precisa pintar um dos olhos do Daruma quando o ganhar ou comprá-lo e fazer um pedido, quando seu pedido se realizar você pinta o outro olho, assim o Daruma abre os olhos e quando isso acontecer deve-se trocar por um Daruma maior.
Omamori
São pequenos saquinhos (de papel ou de tecido estampado) colocados no “kamidaná” (altar familiar) com orações impressas. Traz proteção, riqueza e sucesso. São conseguidos em templos budistas e shintoístas, deve estar sempre junto da pessoa, como um pingente. Os benefícios mais comuns são: proteção no trânsito, aprovação no exame vestibular, sucesso nos negócios, bom parto, proteção contra doenças e azares.
Kame
A tataruguinha Kame simboliza a longevidade, a estabilidade e o equilíbrio. Dar uma kame a alguém significa que está desejando muita saúde e próspera vida longa.
Sapo da sorte ou azar? Para muitos japoneses ele não inspira a menor simpatia, mas eles acreditam que levar consigo um sapo de porcelana no bolso atrai riqueza e felicidade. O nome Kaeru significa voltar, isso significa que todo o dinheiro que gastou voltara para você.
Buda
O mais popular dos talismãs japoneses representando Buda, o Iluminado, é um capítulo à parte. Sentado na posição do lótus sobre um pires coberto de arroz, Buda é um símbolo de boa sorte; com um saco ao seu lado. De vez em quando ele circula nos e-mails como o “Buda da fortuna”. Mas esse Buda-talismã não tem nada a ver com o Budismo. Na religião Budista não se cultuam deuses. O objetivo do budista é o Nirvana – estado no qual o homem se livra dos desejos. E não precisa mais de talismãs.
Mina san, minhas provas bimestrais vão começar, então provavelmente não postarei por alguns dias, espero que compreendam.
Mas logo estarei de volta e espero encontrá-los aqui no Nihon no Bunka, para aprendermos juntos um pouco mais sobre esse país incrível.
Kisu (beijos).
Ja ne !
Samurais
Autor: Yulli
Essas são as sete virtudes do Bushido (Código de conduta e modo de vida dos samurais).
Samurais eram homens disciplinados, leais, resistentes, dignos, letais e não temiam a morte. O Bushido dizia que os samurais não deviam temer a morte, mas sim encará-la como uma forma de renascimento.
Por quase oito séculos (VIII~XV) os samurais governaram o Japão, mas não foi sempre que ocuparam os mais altos cargos dentro da ditadura militar nipônica.
O nome samurai significa literalmente “aquele que serve”. Inicialmente a função do samurai era apenas coletar impostos e servir o Império, por volta do século X o termo samurai foi oficializado. Foi quando o imperador disputava o poder com os proprietários de terras, e estes lidavam com impostos exorbitantes e as freqüentes invasões dos clãs rivais. O caos precisava ser contido e por isso os daimyōs ( senhores feudais) começaram a montar seu exército pessoal, assim os samurais ganharam uma série de novas funções, inclusive a militar.
Nesta época qualquer um poderia se tornar um samurai, bastando adestrar-se no Kobuto (artes marciais samurais), manter uma reputação e ser habilidoso o suficiente para ser contratado por um daimyō.
Assim foi até o xogunato dos Tokugawa, iniciado em 1603, quando a classe dos samurais passou a ter uma casta. Assim, o título de “samurai” passou a ser hereditário.
Excelentes em praticantes das artes marciais e com incrível controle sobre seu corpo e mente, os samurais tinham como função primordial defender os senhores feudais a quem serviam. Se falhassem ao servir seu daimyō, ou se tivesse sua honra perdida por qualquer motivo, o Bushido exigiria a realização do sepukku, ou como é conhecido popularmente, o hirakiri, que significa literalmente “cortar a barriga”, suicídio honrado de um samurai em que usa sua tanto, wakizashi ou um punhal, da qual se enfia no estômago e puxa para cima cortando tudo o que tem por dentro. Uma morte dolorida, lenta e orgulhosa.
O samurai tinha o dever de carregar consigo um par de espadas chamado “daishō”, composto por uma espada curta (makizashi) e uma espada longa (katana). Todo samurai dominava o manejo das espadas e do kyudo (arco e flexa).
Havia uma máxima entre eles: a de que a vida é limitada, mas o nome e a honra podem durar para sempre. Por causa disso, esses guerreiros prezavam a honra, a imagem pública e o nome de seus ancestrais acima de tudo, até da própria vida.
A morte, nos campos de batalha, quase sempre era acompanhada de decapitação. A cabeça do derrotado era como um troféu, uma prova de que ele realmente fora vencido. Por causa disso, alguns samurais perfumavam seus elmos com incenso antes de partirem para a guerra, para que isso agradasse o eventual vencedor. Samurais que matavam grandes generais eram recompensados pelos seus daimyōs, que lhe davam terras e mais privilégios.
Ao tomar conhecimento desses fatos, os ocidentais geralmente avaliam os samurais apenas como guerreiros rudes e de hábitos grosseiros, o que não é verdade. Os samurais destacaram-se também pela grande variedade de habilidades que apresentaram fora de combate. Eles sabiam amar tanto as artes como a esgrima, e tinham a alfabetização como parte obrigatória do currículo. Muitos eram exímios poetas, calígrafos, pintores e escultores. Algumas formas de arte como o Ikebana (arte dos arranjos florais) e a Chanoyu (arte do chá) eram também consideradas artes marciais, pois treinavam a mente e as mãos do samurai.
Durante o período Sengoku (marcado por constantes guerras) os samurais viveram o auge de sua existência. O porte de espadas foi restrito apenas aos samurais e estes tinham salário. No decorrer do período Tokugawa os samurais foram perdendo gradualmente sua função militar.
Com as reformas da era Meiji, quando o Imperador retomou o poder do país, a classe dos samurais foi abolida. O uso de espada foi proibido mas o rígido código de conduta, o Bushido, ainda sobrevive.
Armadura Samurai
Uma armadura típica dos samurais era composta por diversos detalhes importantes, sofrendo mudanças de acordo com o período histórico, o clã e a classe do samurai. As usadas para batalhas a cavalos, chegavam a pesar até quarenta quilos.
- Suneate: Duas lâminas verticais presas na canela por juntas ou correntes.
- Haidate: Protetor de coxas, com a parte inferior sobreposta de lâminas de metal ou couro.
- Yugate: Luvas feitas de couro.
- Kotē: São as mangas que protegiam os antebraços e punhos, poderiam ser feitas de diversos materiais, como tecido, couro ou lâminas de metal.
- Dō: Protetor para o abdômem.
- Kusazuri: Um tipo de saia feita de lâminas de metal presas a um cinto de couro e amarradas no Dō, servia para proteger o quadril e as coxas.
- Uwa-obi: Cinto feito de linho e algodâo que amarrava o Dô.
- Sode: Protetor de ombros feito de lâminas de metal.
- Hoate: Máscara que variavam muito de modelo, conforme o período.
- Kabuto: Capacete, que também variavam muito de modelo, conforme o período. Simbolizavam o poder e status do samurai.
[Boa parte do texto foi tirado do Wikipédia]
Geishas
Autor: Yulli
Quando falamos em geishas, muitos pensam em prostitutas de olhos puxados, mas não é bem assim, Geishas são mulheres altamente treinadas na arte milenar da sedução, dança e canto. Ao contrario do que muitos pensam, elas não trabalham com sexo. Com sua beleza exótica e rara, sua perspicácia e delicadeza, elas animam encontros de negócios; são consideradas companhias ideais por muitos empresários e executivos.
No Japão a condição de Geisha é cultural, simbólica repleta de status, delicadeza e tradição. Hoje elas são em número bastante reduzidos, não passam de 1000 em todo o Japão. Maiko é o nome designado a uma geisha aprendiz, e assim como as geishas, são raridades no Japão. Jovens garotas podem se tornar maiko aos 16 anos de idade. As maikos aprendem várias artes tradicionais japonesas, como a cerimônia do chá, a tocar instrumentos, arranjos de flores, dança, canto, entre outras artes, e também devem se familiarizar com o antigo dialeto de Kyoto. Mas nem todas se tornam geishas, somente as melhores, as que se destacarem poderão se tornar geishas aos 21 anos.
Hideyoshi Toyotomi autorizou a construção de um edifício na vizinhança de Kyoto, fechado do exterior com paredes. Foi chamado Shimabara, e foi dedicado ao prazer. Isto incluiu artes de desfrute, bebida, e prostituição luxuosa. As cortesãs (chamadas oiran) trabalhavam como prostitutas caras, e atraíram clientes ricos. Muitos artistas também trabalhavam nas mesmas casas, entretendo os clientes com música, danças e poesia. Durante um longo tempo, esses artistas foram homens, e eles chamaram-se “geisha” (artistas), “hōkan” (gracejadores) ou “taikomochi” (tamborileiros, porque eles tocavam o taiko, um tambor japonês).
Como muitas coisas na cultura japonesa, o mundo de cortesãs ficou muito complicado. Cada homem que desejava estar com uma oiran tinha de seguir rituais difíceis e etiqueta, e só o muito rico e nobre poderia. Por essa razão, muitas casas de chá (ochaya) apareceram fora de Shimabara. Em alguns deles, algumas mulheres praticaram a prostituição mais barata, o “sancha-joro”. Contudo outras mulheres, chamadas “odoroki” (meninas dançarinas), atuavam como dançarinas e musicistas. Essas mulheres logo ficaram muito populares. Elas começaram a chamar-se “geishas”, como os artistas masculinos que trabalhavam em Shimabara. Mais ou menos ao ano 1700, as geishas femininas ficaram muito mais populares do que os masculinos. Alguns anos depois, quase todas as geishas eram mulheres.
O governo fez leis que proibiam geishas de trabalhar como prostitutas, e só lhes deram a permissão de atuar como artistas. Uma dessas leis disse que eles tiveram de atar o seu obi ( faixa) nas costas, fazendo-o ser mais difícil de tirar do quimono. O seu penteado, a maquilagem e o quimono também tiveram de ser mais simples do que das oirans, porque a sua beleza teve de estar na sua arte, não os seus corpos. Logo, as geishas ficaram tanto mais populares do que as oirans, que no ano 1750 toda as oirans tinham desaparecido. Outras novas vizinhanças de geisha (hanamachi) foram criadas em Kyoto e outras cidades. Antes do século 19, as geishas estiveram em melhor posição do que mulheres comuns, mas eles também tiveram problemas na sociedade japonesa. Às vezes, pessoas pobres vendiam suas filhas às casas de chá hanamachi. Alguns homens ricos, chamados danna (patronos) pagavam muito dinheiro para adquirir-se a atenção pessoal de uma geisha. As geishas não podiam mais casar-se, portanto elas podiam ter um danna (patrão) para pagar para as suas despesas. Outros homens pagavam muito dinheiro para tomar a virgindade das novas meninas (mizuaje). Mas a reputação e respeito às geishas cresceu novamente na Restauração Meiji, e até mais depois da Segunda Guerra Mundial. As leis importantes que as protegem foram criadas. As meninas jovens não podem mais serem vendidas às casas de chá, e a virgindade de geishas jovens não pode ser comprada. Desde então, as mulheres só se tornam geishas pela sua própria vontade.
(Fonte: Wikipédia)
Vestimenta das Geishas e maikos
Geisha e maiko usam kimono de seda tradicional e tamancos de madeira . No cabelo, um arranjo esculpido alto é adornado através de acessórios metálicos. O kimono é feito com uma faixa de seda larga e grossa chamada de obi, que são amarrados de maneiras diferentes e complicados. O kimono das maikos são mais coloridos, mais brilhantes do que os das geishas. Possuem mangas longas e esvoaçantes, que deslizam até o chão. O colar de uma maiko é sempre da cor vermelha que se destaca no pescoço pálido das maikos. Há a cerimônia da ‘mudança de colar’, onde a maiko troca seu colar vermelho pelo branco, essa é a cerimônia de passagem, onde ela se torna uma geisha.
A maquiagem consiste em uma pintura completa do rosto, com uma pasta branca (oshiroi). O desenho dos olhos é reforçado com delininhador, um pouco de sombra é aplicada nos cantos dos olhos. Os lábios são pintados de vermelho.
Poucas garotas hoje em dia estão dispostas a se tornarem geishas. Apesar de raras, as geishas são um dos maiores símbolos representativos da cultura japonesa.
Bentō
Autor: Yulli
Itadakimasu! (expressão ultilizada antes das refeições)
Hoje trago a vocês o Bentō.
Bentō significa ‘lancheira de almoço’ ou ‘marmita’ . No entanto está longe de ser aquela marmita da qual estamos acostumados. O bentō é montado para ter tanto apelo aos olhos quanto ao paladar. As okāsan’s (mães) costumam preparar o bentō bem kirei (bonitinho) na intenção de fazer com que as crianças fiquem esperando a hora de abrir a lancheira e comer todo o almoço. Mas o bentō não é preparado só para as crianças, muitos japoneses, por não terem tempo de ir almoçar em casa, acabam levando o seu bentō para o trabalho e comendo por lá mesmo, e estes também são organizados e bonitinhos. Sem contar que além de bonitinhos são muito saudáveis.
O preparo de um bentō bonito e atraente é um dos requisitos básicos para uma boa dona-de-casa japonesa.
Você teria coragem de comer um destes ?
Abaixo tem um vídeo de uma esposa preparando o bentō para o seu marido :3
E tem a receita, pra quem quiser arriscar ;x
- Arroz mexido com Sushinoko
- Alga seca
- Óleo de sésamo
- Fátias longas e sem semente de pepino
- Fátias de rabanetes em conserva
- Ovos cozidos
- Omelete
- Kani kama (imitação de carne de caranguejo)
- Salsicha
Gochisousama! (expressão utilizada após as refeições)
Ja ne, até o próximo post! :3

























