

Nihon no bunka
Nihon no bunka
Arquivo para categoria 'Lendas & Histórias'
Kuchisake Onna – A mulher da boca rasgada
Autor: Yulli
Gomenasai, estive ausente por um tempo >.<, vim avisar que talvez vou ficar por mais tempo, está ficando difícil postar aqui (vida corrida)…Mas enfim, continuando com as lendas, vou postar sobre a lenda da “Kuchisake Onna” ou “Mulher da Boca Rasgada” (sinistro)… Etto, vocês conhecem a lenda urbana da “Loira do Banheiro”, muito popular aqui no Brasil? Acho que sim, pois então.. Esta seria uma versão Japonesa dos fatos, só que essa mulher eu acho que é mais aterrorizante que a loira do banheiro õ.o
Diz a lenda que uma mulher de cabelos compridos e negros, usando uma máscara (é comum usar máscaras na Ásia, aquelas que estavam em alta na época da Gripe Suína) se encontra com inocentes crianças na hora que elas estão saindo da escola e pergunta “Eu sou bonita?“. Se a criança responder que sim, ela tira a máscara, revelando sua boca rasgada de orelha a orelha, e pergunta “Mesmo assim?“. Claro que ela irá perseguir e matar a criança, talvez cortando sua face. Não adianta responder que não, pois isso só a deixará furiosa.
Porque ela tem a boca cortada?
Dizem que a Kuchisake Onna traiu o marido que a desfigurou, dizendo: “Quem vai achar você bonita agora?”
Maneiras de escapar da Kuchisake Onna:
• Por objetos:
- A Kuchisake onna adora Bekkouame (uma bala feita basicamente de açúcar queimado, semelhante ao caramelo quando endurece). Se a vítima atirar-lhe esta bala, ela esquece de atacar e dedica-se apenas a saboreá-la, o que dá a brecha para que possa fugir.
- Mostrar Tofu a faz fugir.
- Mostrar ou atirar pomada nela a repele.
• Por palavras:
- Quando ela lhe perguntar “Eu sou bonita?” diga “mais ou menos”. Enquanto ela avalia o quão bonita significa essa resposta a pessoa pode fugir.
- Dizer ‘ninniku, ninniku’ (alho alho).
- Gritar três vezes ‘pomada!’.
- Escrever ‘inu’ (cachorro) na palma da mão e mostrar a ela a repele. Ou então, dizer duas vezes ‘o cachorro vem aí’.
E etc…
Fonte [MEDO B]
Como não poderia deixar de ser, a lenda virou Filme \õ
Abaixo tem os trailers do primeiro e segundo filme pra quem estiver interessado… No segundo ela parece ser uma colegial…
Bom pessoal, é isso… Espero que tenham gostado e até mais (não sei quando)
Kisu kisu, ja ne :3
Ler comentários (6)A Lenda da fonte de Saquê
Autor: Yulli
Há muitos e muitos anos, no tempo em que a imperatriz Gensho reinava no Japão, morava em Mino, atual Gifu, um lavrador de poucos recursos. Apesar de ser um rapaz muito trabalhador, o que produzia em sua horta não era o suficiente para o sustento dele e de seu velho pai.
O pai também sempre foi pobre e, na idade avançada, pouco podia fazer para ajudar o filho na roça. O filho tratava o pai com carinho, sabia quanto ele tinha se sacrificado pela família. Sempre sonhava com uma maneira de dar algum conforto ao seu pai nos últimos anos de sua vida. O velho gostava muito de saquê (vinho de arroz), porém quase nunca sobrava dinheiro para o moço comprar-lhe uma garrafa.
Certa ocasião, após terminar seus trabalhos na horta de verduras, o rapaz subiu a montanha para cortar lenha. Como fazia de tempos em tempos, levaria a lenha para vender na cidade e conseguir algum dinheiro para comprar saquê para seu velho pai. Seu prazer era ver a cara de felicidade quando seu pai sorvia apetitosamente os goles de saquê.
O moço encheu o carregador de lenhas, colocou-o nas costas e começou a descer a montanha em direção à cidade. Mas, como havia colocado muita lenha nas costas, veio cambaleando, devido ao grande peso, e acabou escorregando. Rolou morro abaixo até o fundo de um vale, onde ficou desmaiado durante horas.
Mais tarde, despertou todo dolorido e com muita sede. Nisso prestou atenção, pois ouvia o barulho de uma queda d’água. Saiu em direção ao som e encontrou uma pequena fonte entre rochas e folhagens. Fazendo das mãos uma concha, bebeu a água da fonte e teve uma grande surpresa. Não era água e sim saquê!
Não acreditando no que estava acontecendo, tornou a beber. Realmente era saquê!
Imediatamente, o moço lembrou de seu pai e de quanta alegria ele teria saboreando aquele saquê. Então, encheu de saquê a cabaça, que sempre carregava na cintura para levar água ao seu trabalho.
Quando chegou em casa, seu velho pai estava preocupado com a demora.
– Aconteceu alguma coisa para você demorar tanto a voltar?
– É difícil de acreditar no que houve. Beba um pouco desse líquido enquanto eu conto o que aconteceu.
O pai experimentou o líquido da cabaça e comentou, feliz:
– Esse não é o saquê que você costuma comprar para mim. É muito mais gostoso!
Então, o filho revelou o acontecido no vale em seus mínimos detalhes. O pai, surpreso pela narrativa, comentou:
– Isso é uma graça divina. O deus do saquê agraciou você por ser um bom e dedicado filho. Vamos fazer a oferenda de uma taça de saquê no santuário e rezar a ele em agradecimento.
A partir desse dia, todas as tardes, quando o moço terminava seu trabalho na lavoura, ia buscar saquê na fonte. Voltava com a cabaça cheia para casa e fazia a alegria de seu pai, que o esperava ansiosamente. Assim, pai e filho viveram por muitos anos em perfeita harmonia.
A notícia daquele insólito acontecimento espalhou-se por todo o Japão e chegou aos ouvidos da imperatriz Gensho, que reinou de 715 a 724. Ela resolveu ir pessoalmente conhecer a fonte milagrosa de saquê. Ao experimentar a água da fonte, percebeu que se tratava simplesmente de água e nada mais. Conhecedora da história, ela entendeu que o milagre ocorria somente com aqueles pai e filho. Como o filho era dedicadíssimo ao pai, o deus do saquê fazia com que o pai sentisse o gosto de um delicioso saquê, sempre que bebia aquela água. Então, a imperatriz determinou que fosse construído um jardim em torno da fonte e a batizou com o nome de Yorô, que significa “tratar bem de idosos”.
Assim, a imperatriz deu vários presentes ao moço, por tratar o pai com muito carinho. Desde então, nasceu o costume ainda vigente de a Casa Imperial Japonesa premiar as pessoas que tratam os idosos com respeito e carinho. E a Cachoeira Yorô é, ainda hoje, um ponto turístico muito visitado no Japão.
{Post Original: http://www.nippobrasil.com.br}
Akai Ito – A lenda do fio vermelho
Autor: Yulli
Konnichiwa mina san,
Hoje trago a vocês uma lenda, seguindo a sugestão do meu amigão Hiro ( aee Hiro \õ ), esse mês vou postar sobre lendas japonesas. Etto, o Hiro-kun pediu para eu escrever sobre uma lenda chamada “Akai Ito”, que significa literalmente “ Fio Vermelho”, e ele oferece ela pra Mary-chan :33.. que amor *-*, aproveitando então, eu mando essa pro meu marshmallow , amo você ♡.♡
A lenda diz:
“Um fio invisível liga o dedo mindinho daqueles que estão destinados a encontrarem-se independentemente do tempo, lugar ou circunstância. A linha pode ser esticada ou enrolar,mas nunca se parte.”
A lenda foi contada em um Dorama do mesmo nome. Doramas são novelas japonesas de poucos capítulos (ou não).Como não tem muito o que dizer sobre a lenda, vou falar do dorama .-.
– Akai Ito teve 11 episódios e fala de destino. No seu aniversário de 8 anos Takemiya Mei conhece um menino, Nishino Atsushi(A-kun) que faz aniversário no mesmo dia que ela, 29 de fevereiro e tem a mesma idade. Depois de muitos anos Mei reencontra A-kun, mas os dois custam a descobrir que já se conheciam. A história gira em torno de um enredo que fala de drogas e reabilitação, ao mesmo tempo que tem uma história de romance super linda.
Eu choro com coisas assim…É, eu sou boba e acredito na lenda, mas sou feliz assim…
Recomendo o dorama, é lindo \õ…
Pessoal, se tiverem alguma sugestão de post, quiserem que eu escreva sobre algo é só deixar nos comentários, eu o faço pra vocês! :3
Bom, hoje eu vou ficando por aqui, espero que tenham gostado e sorte pra encontrar a outra ponta do seu fio vermelho… Creio já ter encontrado a minha, e o Hiro também acredita nisso.
Kisu kisu, ja ne!



